🌿 Experiências de Inclusão Compartilhadas
Nesta página, reunimos relatos reais enviados por famílias que vivenciam na prática os desafios e as alegrias de frequentar espaços com pessoas autistas e com deficiência. Conheça histórias inspiradoras, saiba quais locais oferecem acolhimento e descubra exemplos que podem fazer a diferença na sua jornada.
🍕 Pizzaria Casa Formagios – Novo Hamburgo, RS
A Pizzaria Casa Formagios acessibilidade é um exemplo de cuidado e inclusão. Essa pizzaria é muito famosa em NH e sempre nos deu o rodízio gratuito para nosso filho Josué, que já está com 23 anos. Embora isentar autistas de pagamento em restaurantes, churrascarias e congêneres não seja obrigação, é um ato que auxilia casais com filhos autistas, principalmente nível 3. Se não fosse essa isenção, nos sentiríamos menos motivados a ir, por ficar muito caro a experiência.
O ambiente da Pizzaria Casa Formagios também é confortável, amplo e tranquilo, contribuindo para uma experiência mais agradável. Assim, sempre damos preferência aos locais que nos oferecem isenção ou desconto, pois isso representa respeito e empatia com as nossas necessidades.
Além dessa pizzaria, existem outros lugares que oferecem vantagens semelhantes. Compartilhar relatos como este pode inspirar outros estabelecimentos a adotar práticas de acessibilidade e valorizar todas as famílias.
Enviado por: Vivian (mãe do Josué)
🎢✈️ Experiência em Parques e Voos – Relato Anônimo
Durante uma viagem recente aos Estados Unidos, uma família compartilhou como foi a experiência tanto nos voos quanto nos parques temáticos. O relato destaca diferenças importantes entre Disney, Universal e Six Flags, além de observações sobre acessibilidade em voos pela LATAM e Delta.
No voo de ida pela LATAM não foi possível sentar junto com o filho, mas uma comissária de bordo brasileira demonstrou um atendimento atencioso, verificando diversas vezes se precisavam de algo. Já na volta, viajando pela Delta, a experiência foi ainda mais acolhedora: a funcionária do check-in em Los Angeles conseguiu assentos juntos e até reservou uma fileira inteira para que viajassem com mais tranquilidade e privacidade. A família relatou que tanto no Brasil, usando o cordão de quebra-cabeça, quanto nos EUA, com o cordão de girassol, houve respeito e compreensão, garantindo acesso facilitado e apoio sempre que necessário. Nos EUA, a fila prioritária para autistas não é prevista em lei, porém as equipes — especialmente da Delta — foram solícitas e atentas às necessidades.
Disney
Na Disney, a experiência foi um pouco mais restritiva. Crianças autistas de até 12 anos geralmente conseguem o DAS (Disability Access Service) , que é concedido após uma entrevista. Durante essa conversa, o adulto responsável precisa deixar claro que a criança não consegue esperar em filas. Para adultos autistas, a concessão é mais limitada, em regra apenas com um acompanhante.
Apesar de oferecer salas sensoriais e contar com muitas opções de alimentação, o excesso de pessoas, a proximidade entre as atrações e a quantidade de estímulos fizeram da Disneyland o parque mais difícil em termos de organização sensorial. Já o California Adventure foi considerado um ambiente agradável, mas não concedeu o DAS, o que acabou limitando a experiência.
Universal
Na Universal o atendimento foi considerado mais acolhedor. Os parques utilizam o IBCCES Accessibility Card — um registro internacional semelhante à CPTEA (Carteira da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista) no Brasil. O solicitante (ou responsável legal) faz o registro online enviando laudo médico, foto e respondendo a perguntas. Após o registro, a Universal entra em contato por e-mail e, em alguns casos, solicita uma ligação telefônica antes de conceder o passe. Chegando ao parque, basta ir ao balcão de atendimento ao visitante para retirar o passe.
Funcionamento: se a fila estiver com até 29 minutos, é preciso aguardar normalmente. Com 30 minutos ou mais, o visitante tem acesso pela saída, sem agendar horário; o atendimento anota o uso e só é permitido repetir a mesma atração após 1 hora. Há áreas abertas e tranquilas que servem como pontos de reorganização sensorial.
Six Flags
Os parques Six Flags também utilizam o registro do IBCCES Accessibility Card como padrão — ele funciona de forma semelhante à CPTEA. Basta apresentar a carteirinha digital e retirar o passe no balcão de atendimento. As regras de uso são as mesmas: até 29 minutos aguarda-se na fila; com 30 minutos ou mais, entra-se pela saída, e só é possível repetir a mesma atração depois de 1 hora. Para quem tem hiperfoco em montanhas-russas, foi o parque preferido da seguidora.
Em alimentação, as opções foram mais restritas. Recomenda-se levar alguns itens próprios; no Six Flags, é útil portar laudo médico para facilitar a entrada com alimentos. Pequenas praças ao ar livre funcionaram como refúgios sensoriais.
Apesar de sua escolha pessoal pelo Six Flags, a seguidora destacou que a Universal pode ser uma opção mais completa para outras famílias, por oferecer espaços amplos e melhor estrutura sensorial.
Considerações Gerais
A família destacou a importância de chegar cedo — as duas primeiras horas costumam ser as mais tranquilas. Filas longas em ambientes fechados ou com muitos zigue-zagues geraram desorganização, e algumas atrações foram evitadas por isso.
Além do autismo, todos os parques visitados apresentaram boa acessibilidade para mobilidade reduzida; Disney e Universal também contam com recursos para deficiência auditiva. Para deficiência visual, foram vistas poucas adaptações além de placas em Braille.
Esse relato mostra que cada parque oferece desafios e acolhimentos diferentes, mas reforça como a preparação prévia, a identificação adequada e a comunicação clara das necessidades tornam a viagem mais inclusiva.
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Seu relato pode inspirar outras famílias e incentivar locais a se tornarem mais acessíveis.

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